Pré-secagem e secagem de madeiras de Pinus spp.

Pré-secagem e secagem de madeiras de Pinus spp.

Diversos são os motivos para o uso da pré-secagem nas madeiras serradas comercializadas no Brasil. Um país tropical com abundância em exposição solar e uma generosa carta de ventos ocorrendo na maioria das regiões madeireiras. Sendo o clima determinante de grande parte das atividades ao ar livre no mundo inteiro, não seria diferente neste aspecto para o processo de produção da madeira serrada.

A partir da colheita das toras de Pinus plantadas, a incidência de agentes biodegradantes exerce um papel fundamental na cadeia de produção. Os fungos manchadores e posteriormente apodrecedores têm como papel a transformação da matéria ora viva em matéria orgânica para assim fundamentar os ciclos elementares.

Para o processo de produção industrial de madeiras serradas, surge a necessidade de controlarmos os momentos e ocorrências destas ativididades biológicas naturais, agindo sobre os processos e corrigindo as operações para que o resultado da produção seja compatível com as exigências do mercado.

Após a colheita, as toras de madeiras de Pinus spp. sofrem os processos de desdobramento primário e quando destinadas à secagem ao ar livre seguem para a área de tratamento fúngico, necessário para conter o aparecimento de agentes degradadores e posteriormente montagem das “pilhas”.

A secagem ao ar livre se beneficia da forte incidência solar e ventos constantes. Onde estas ocorrências são mais efetivas o resultado é um produto seco ou pré-seco em semanas e as vezes dias, gerando economias significativas para os produtores.

Mas nem tudo é perfeito, assim como temos insolação e ventos disponíveis também temos os tempos de chuvas e alta umidade relativa do ar, favorecendo assim o aparecimento de fungos e diminuição na eficiência da secagem ao ar livre.

Neste momento, entram em cena as câmaras de secagem de madeira, chamadas popularmente como “estufas de secagem”, equipamentos estes que possibilitam o controle do ambiente confinado onde as madeiras estão depositadas, gerando redução nos tempos de ciclos e aumentando da qualidade do produto final.

A secagem de madeiras em câmaras de secagem representa um ganho no processo industrial, favorecendo a qualidade da madeira e ganhando produtividade.

Mas em virtude de custos altos da energia elétrica, aumento do custo do resíduo utilizado na geração de vapor, necessidade de investimentos em equipamentos com alto valor agregado e baixa capacidade de investimento, os empresários cada dia mais buscam alternativas para ganhar capacidades de produção com o mínimo de investimento. Para isso, muitos produtores utilizam os processos de secagem mistos, onde parte do ciclo de secagem acontece ao ar livre e outra parte é efetuda em câmaras de secagem acelerada. Nesta condição, um ciclo normal de secagem que sem a pré-secagem aconteceria em 70 horas, passa à 48 horas, reduzindo significativamente o custo de secagem da madeira. Um bom exemplo são as madeiras de espessuras entre 15 e 18 mm que por se tratarem de mercados que exigem umidades de material abaixo de 15% (T.U.-BS), possibilitam ciclos de secagem mais rápidos. Neste caso o uso da pré-secagem ao ar Livre anterior à secagem reduzem os custos de secagem mas aumentam os custos de tratamentos anti-fúngicos essenciais para uso desta técnica, além da necessidade de grandes estoques em pátio.

Por isso é importante ficar atento a estas ocorrências. Como a secagem em câmaras não necessita de tratamentos químico pré operação, o custo final da secagem poderá até ser reduzido.

Atualmente projetos com redução de até 40% no custo de secagem estão disponíveis. Conheça os equipamentos com menor custo de secagem utilizando as mais diversas técnicas acompanhando nossos boletins.

 

2 comentários

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